quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CARIDADE

‎"Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que não usa mais. Venda, troque, movimente e não acumule. Dê espaço para o novo."

Trecho do livro "Faça dar certo" de Gasparetto

A doutrina espírita sempre nos recorda que somos mordomos e estamos no dever de guarda dos bens materiais. Tudo que possuímos materialmente não nos pertence, devendo, pela caridade, ser destinado às pessoas mais necessitadas que vivem esperando uma ajuda para continuarem vivendo.

Para os que conhecem o Evangelho Segundo o Espiritismo e já teve a oportunidade de ler o capítulo "Que não saiba a vossa mão esquerda o que dá a vossa mão direita", sabe que a verdadeira caridade é aquela que fazemos de coração, no intuito de auxiliar o próximo; é aquela feita de forma discreta, sem ostentação, para que o irmão que recebe a doação não se sinta humilhado. Essa caridade agrada a Deus!
O ato de caridade que visa apenas a promoção pessoal não será recompensada aos que a praticam. Caridade é amor, e não podemos amar esperando a recompensa ou reconhecimento.

Aos que não se acham em condições de doar bens materiais, não se entristeçam, pois podemos sempre doar o nossa abraço amigo, nossos pensamentos positivos, uma prece aos que sofrem, um simples sorriso. Os bons gestos são mais do pensamos.

Por fim, gostaria de acrescentar que aos que estão dispostos a praticar a caridade, não se restrinjam apenas aos bens que não lhe servem, porque lhes são inúteis, já passaram da moda, ou porque são "de estimação". Joanna de Ângelis no capítulo 21 do livro SOS FAMÍLIA, nos convida a doar também coisas novas, para assim darmos o nosso melhor àqueles que nada possuem. Joanna ainda declara que somente doando aquilo que acreditamos possuir hoje é que realmente possuiremos alguma coisa. Essa mensagem é profunda e nos faz perceber que o que nos enriquece sempre são os atributos morais.

Pensemos nisso!

Um ótimo dia a todos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SERÃO CONSOLADOS

Muitos que sofrem criaram as aflições de que se tornam vítimas. Carregam o sofrimento exalando ira mal dissimulada.
Há pessoas aflitas pela usura, de que não se libertam, pelo ciúme que as enceguecem ou pelas tramas do desânimo.
Outras mais se afligem pela insatisfação face aos prazeres dissolventes ou pela sofreguidão nascida da revolta íntima.
toda aflição se fixa em raízes que devem ser extirpadas. As causas são atuais ou se prendem ao passado espiritual.
Há aflições que conduzem a crimes.
Só a aflição resignada receberá consolo.
Há aflitos que, embora em lágrimas, atendem ao pranto alheio;
Perseguidos, não se fazem perseguidores;
Enfermos, estimam a saúde do próximo;
Incompreendidos, mantêm a compreensão.
Esses serão consolados.
Indispensável avaliar a aflição e conduzi-la às fontes do Evangelho, com serenidade. Ali, as dores se acalmam e as lágrimas secam.

Joanna de Ângelis - Médium Divaldo Franco

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COMENTÁRIOS:


Todos nós passamos por dificuldades, isso é inegável.
Uns sentem mais, outros menos.
Isso se deve ao nosso nível de progresso espiritual, o que podemos perceber inclusive em nosso cotidiano.
Admiramos as pessoas que, dentro do nosso círculo de convívio social, sempre se demonstram disponíveis à prática da caridade, que sempre consolam seus amigos, que sempre se esforçam para compreender e perdoar o outro. E esses serão consolados.
A própria mensagem vem corroborar o ensinamento extraído do Evangelho Segundo o Espiritismo, que nos diz que bem aventurados serão os aflitos. Não podemos ter dúvidas com relação a isso.
Você pode achar estranho e me perguntar se estou falando sério, se você agora deve se render ao sofrimento para ser feliz amanhã. Eu lhe direi que quando o sofrimento de que a mensagem trata é aquele que decorrem de nossos próprios erros cometidos durante o processo reencarnatório.
Quantas vezes não deixamos de cumprir o mandamento de amor, humilhamos nosso próximo, deixamos de praticar a caridade?
Precisamos pensar nisso.
Deus é amor, e tudo que ele nos pede é que comecemos a amar.

Busquemos aceitar com resignação as impaciências e dificuldades de hoje;
Busquemos ver que tudo de bom e de ruim que nos acontece é para o nosso próprio bem, que é auxílio para a nossa reforma íntima;
Lutemos contra o orgulho e o egoísmo, grandes chagas da humanidade;
Não procuremos viver apenas dos prazeres efêmeros dessa existência, pois precisamos nos preparar para a felicidade eterna do plano espiritual.

Que nossos sofrimentos não nos torne pessoas amargas, rudes, insensíveis;
Que possamos superar as dificuldades com o amor, com a prática do bem.
Vamos propor o culto ao amor àqueles que nos são próximos, e comecemos especialmente no lar.

LEMBREMOS: Benevolência para com o nosso próximo; Indulgência para com os defeitos do nosso próximo; e Perdoemos o próximo para então, um dia, sermos perdoados.